sábado, 13 de dezembro de 2014

Ser ou parecer ser


Os ensinamentos de Jesus estão cheios de advertências sobre os riscos de nos dizermos cristãos, mas não o sermos. “Nem todo aquele que diz: ‘Senhor, Senhor!’ entrará no Reino dos céus, mas somente o que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus.”
Em Mateus 21: 28-32, recomendado pelo Lecionário Revisado da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil (IEAB) para este sábado que antecede o 3º Domingo do Advento, o Mestre faz mais uma advertência bem clara. Leia o texto e faça a sua autocrítica. Você se inclui entre os que se acham os tais ou entre os que realmente buscam fazer a vontade de Deus?

“O que vocês acham disto? Certo homem tinha dois filhos. Ele foi ao mais velho e disse: Filho, vá trabalhar hoje na vinha. O filho respondeu: Não quero, mas depois arrependeu-se e foi. O pai dirigiu-se ao outro filho e disse a mesma coisa. Esse respondeu: Sim, senhor, eu vou. Mas não foi. Qual dos dois fez a vontade do pai? Os chefes dos sacerdotes e os anciãos do povo responderam: O filho mais velho. Então Jesus lhes disse: Pois eu garanto a vocês: os cobradores de impostos e as prostitutas vão entrar antes de vocês no Reino do Céu. Porque João veio até vocês para mostrar o caminho da justiça, e vocês não acreditaram nele. Os cobradores de impostos e as prostitutas acreditaram nele. Vocês, porém, mesmo vendo isso, não se arrependeram para acreditar nele.”

Para orar:
“Senhor Jesus Cristo que na tua primeira vinda enviaste o precursor para preparar o teu caminho, concede à tua Igreja a graça e o poder para converter muitos ao caminho da justiça, a fim de que, na tua segunda vinda em glória, encontres um povo agradável aos teus olhos, ó Tu, que vives e reinas com o Pai e o Espírito Santo, um só Deus, agora e sempre. Amém.” (LOC pg 112)

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Fé não é algo que se possa guardar num armário

“Não que já a tenha alcançado, ou que seja perfeito; mas vou prosseguindo, para ver se poderei alcançar aquilo para o que fui também alcançado por Cristo Jesus. Irmãos, quanto a mim, não julgo que o haja alcançado; mas uma coisa faço, e é que, esquecendo-me das coisas que atrás ficam, e avançando para as que estão adiante, prossigo para o alvo pelo prêmio da vocação celestial de Deus em Cristo Jesus. Pelo que todos quantos somos perfeitos tenhamos este sentimento; e, se sentis alguma coisa de modo diverso, Deus também vo-lo revelará. Mas, naquela medida de perfeição a que já chegamos, nela prossigamos.” (Filipenses 3:12-16)

Este trecho da carta do apóstolo Paulo aos Filipenses, recomendado pelo Lecionário Revisado da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil (IEAB) para esta sexta-feira que antecede o 3º Domingo do Advento, traz uma recomendação bem clara. Fé não é algo cumulativo, que se possa guardar num armário ou cofre para ser usada em momentos de aperto ou dificuldades. Nossa fé precisa ser alimentada, ser regada, ser lapidada, todos os dias. E como se faz isso? Buscando estar na presença de Deus, parando para ouví-lo e, muito importante, colocando em prática o que Ele quer que façamos.
Se alguém tem dificuldade em entender a vontade de Deus para a sua vida, lembre-se do que Jesus Cristo disse quando lhe perguntaram “qual é o grande mandamento na lei?”: “Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento. Este é o primeiro e grande mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos dependem toda a lei e os profetas.” (Mateus 22:36-40)

O profeta Habacuque orava assim:

“Ouvi, Senhor, a tua palavra, e temi; aviva, ó Senhor, a tua obra no meio dos anos, no meio dos anos faze-a conhecida; na tua ira lembra-te da misericórdia.” (Habacuque 3:2)

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Os valores da sociedade nos dias atuais

“Os que semeiam em lágrimas, ceifarão com alegria. O que leva chorando a preciosa semente para semear, tornará cantando de alegria, sobraçando grandes feixes.” (Sl 126: 6-7)
As leituras bíblicas recomendadas para esta quinta-feira que precede o 3º Domingo do Advento, do Lecionário Revisado da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil (IEAB), nos chama a uma reflexão profunda sobre o sentido da vida e sobre os valores da sociedade nos dias atuais. Aliás, a Boa Nova nos chama à rejeição desses valores seculares.
Mesmo que não paremos para acompanhar os noticiários diários, não há como ignorar os fatos que nos rodeiam. A violência cresce assustadoramente, crimes banais, comportamentos cada vez mais individualistas. Essa é a nossa triste realidade.
O profeta Habacuque, lá no Antigo Testamento, faz uma séria advertência: “De fato, a riqueza é ilusória, e o ímpio é arrogante e não descansa; ele é voraz como a sepultura e como a morte. Nunca se satisfaz; apanha para si todas as nações e ajunta para si todos os povos.” (Hc 2:5)
Vejamos, ainda, o recado contido na Carta aos Filipenses: “Mas o que para mim era lucro, passei a considerar perda, por causa de Cristo. Mais do que isso, considero tudo como perda, comparado com a suprema grandeza do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor, por cuja causa perdi todas as coisas. Eu as considero como esterco para poder ganhar a Cristo e ser encontrado nele, não tendo a minha própria justiça que procede da lei, mas a que vem mediante a fé em Cristo, a justiça que procede de Deus e se baseia na fé. Quero conhecer a Cristo, ao poder da sua ressurreição e à participação em seus sofrimentos, tornando-me como ele em sua morte para, de alguma forma, alcançar a ressurreição dentre os mortos.” (Fl 3:7-11).
Para orar:

“Senhor Jesus Cristo que na tua primeira vinda enviaste o precursor para preparar o teu caminho, concede à tua Igreja a graça e o poder para converter muitos ao caminho da justiça, a fim de que, na tua segunda vinda em glória, encontres um povo agradável aos teus olhos, ó Tu, que vives e reinas com o Pai e o Espírito Santo, um só Deus, agora e sempre. Amém.” (LOC pg 112)

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Bênçãos para os que são bons e íntegros de coração

“Derrama, Senhor, as tuas bênçãos sobre os bons e os que são de íntegro coração.” (Sl 125: 4)

O Advento é um tempo de preparação para a chegada de Jesus. Em Atos dos Apóstolos 3: 19-20 lemos: “Arrependam-se, pois, e voltem-se para Deus, para que os seus pecados sejam cancelados, para que venham tempos de descanso da parte do Senhor, e ele mande o Cristo, o qual lhes foi designado, Jesus.”
Esforcemo-nos para não nos envolvermos completamente no Natal do Marketing. Que o Advento nos prepare para o nascimento do Cristo, em nossos corações.

Para orar:

Deus misericordioso, que enviaste teus mensageiros, os profetas, para pregar o arrependimento e preparar o caminho da nossa salvação; concede-nos a graça, para ouvirmos suas advertências e para abandonarmos os nossos pecados, a fim de saudarmos com alegria a vinda de Jesus Cristo, nosso Redentor, o qual vive e reina contigo e com o Espírito Santo, um só Deus, agora e sempre. Amém. (LOC, pg 111)

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Confiança no Senhor

Os que confiam no Senhor são como o monte de Sião, que não se abala, mas permanece para sempre." Sl 125:1
A ansiedade, o abalar-se, talvez seja um dos piores males da atualidade, até por que ela abre as portas para muitas doenças. Procuremos confiar mais, orar mais, principalmente por aquelas pessoas que amamos.
Para orar:
Deus misericordioso, que enviaste teus mensageiros, os profetas, para pregar o arrependimento e preparar o caminho da nossa salvação; concede-nos a graça, para ouvirmos suas advertências e para abandonarmos os nossos pecados, a fim de saudarmos com alegria a vinda de Jesus Cristo, nosso Redentor, o qual vive e reina contigo e com o Espírito Santo, um só Deus, agora e sempre. Amém. (LOC, pg 111)

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Dia do Professor

Em outubro de 2007 eu escrevia no Blog do Nando um artigo com o título: “Dia do Professor - ainda há o que comemorar?” . Ali eu tentava chamar o leitor a uma reflexão sobre a falta de valorização e respeito pela categoria que, muitas vezes, faz inclusive o papel de pai e mãe das nossas crianças.
Quando escrevi aquele comentário ainda se usava “trema” (¨) no u... Muita coisa mudou de lá para cá, mas me parece que a situação dos professores continua a mesma, ou talvez esteja pior. Em termos salariais, se houve avanços, foram muito poucos. Em se tratando de respeito e consideração pela categoria a situação piora a olhos vistos. Basta ficarmos atentos aos noticiários, é professor agredido por alunos, é professor ameaçado por pais, etc.

Mesmo diante deste quadro de lamúria e descaso, deixo aqui o meu abraço a todos aqueles que teimosamente insistem em seguir esse sacerdócio. Fica também a minha esperança de que um dia voltemos a ver os educadores como eu e meus pais víamos a d. Maria Asmuz Vallin, minha primeira professora, lá na Escola José de Alencar, da década de 1960, em São Francisco de Paula. Naquele tempo, a professora era vista como uma autoridade. Os pais até poderiam questionar alguma decisão dela, as crianças, jamais. Podia até ocorrer alguns exageros, mas no somatório dos resultados, essa autoridade era sempre positiva.

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Nem ao menos um relógio na parede

Compartilho aqui uma reflexão da madrugada, enquanto acompanhava minha sogra Anesia aqui no Hospital Santa Clara.

Tic tac, tic tac. A batida do relógio à  minha frente é constante, regular. Anesia e suas duas colegas de quarto,  parecendo não se incomodarem com suas enfermidades,  dormem o sono dos justos.
Será mesmo que os justos também roncam enquanto dormem?
Certeza tenho de que o silêncio da noite é muito barulhento; e a noite da grande metrópole não tem cães a latir.
Por que os cães das grandes cidades não latem  à noite?
Nem uma revoada de quero-queros se ouve ao longe,  como sempre se ouvia lá nós campos de cima da serra da minha infância.
A madrugada vem, o sono não.
Penso na vida, na minha vida,  na vida dos que eu quero bem.  Penso também em tantos que neste momento não têm sequer uma poltrona,  como está em que eu estou, para descansar seus corpos cansados. E ainda pior que isso,  quando o dia clarear, tantos não terão um sonho qualquer para correr atrás.
Mas o tempo, como o relógio no seu tic tac,  segue seu curso,  independente do conforto ou desconforto que se teve durante a noite,  alheio aos nossos sonhos ou dissabores.
Pena que a humanidade,  dia após dia, segue adormecida e não ouve o tic tac do relógio,  muito menos o clamor daqueles que nem ao menos têm um relógio na parede.