segunda-feira, 25 de março de 2013

Paixão Colorada: jogaremos na Arena


É inegável que o time do Inter tem outra cara, outro comportamento, sob o comando do Dunga. Quem assistiu os últimos jogos deve ter notado que até o D’Alessandro, bem mais calmo, tem dado carrinho e voltado para ajudar a defesa quando o time está sendo atacado. Tem muitos méritos o Dunga pelo rendimento da equipe. O Damião voltou a fazer jus ao “varzeano” que alguns invejosos gostam de colocar no seu nome. Tem que ter o espírito varzeano para criar uma bela jogada como ele fez no primeiro gol, domingo, contra o Santa Cruz. Se não vai na técnica, vai na raça, mas vai.

O que me preocupa é que até agora os adversários colorados nesta temporada, inclusive o time B gremista, não foram suficientemente fortes para testar os comandados do Dunga. Pelos meus cálculos, o primeiro jogo “às devas” (Esse termo é antigo, nossa!) será o Gre-Nal que deverá ocorrer no dia 5 de maio ou, na pior das hipóteses, dia 28 de abril. Digo isso por que só vejo possibilidade de Gre-Nal na final da Taça Farroupilha, ou nas semifinais.

Antes disso, o Inter jogará, semana que vem, na Arena da Floresta, não na do Banhado da Humaitá. É a estreia do Colorado ruma a Tóquio 2014, contra o glorioso Rio Branco, do Acre. Aliás, por falar em Tóquio, tenho certeza que toda a grande nação colorada está muito mais preocupada nesse momento com a classificação do Fluminense para a próxima fase da Libertadores, que deverá se confirmar no dia 10 de abril, aí sim, na Arena Portoalegrense.

Texto produzido para o Caderno de Esportes do Jornal O Diário da Encosta da Serra

sexta-feira, 15 de março de 2013

Paixão Colorada - De sangue doce


Talvez seja pelo fato de termos apenas dois grandes clubes no Estado, mas a verdade é que estamos sempre vendo um repetir o outro, ora os erros, ora os acertos. Com o “melhor” plantel do Brasil, em 2012, o Inter conseguiu apenas o título do Gauchão; já o Grêmio, com aquela “baba”, só não levou o Brasileirão por detalhes. Pois veio a temporada 2013 e o Grêmio começou a anunciar reforços e mais reforços. Tinha até colega aqui do trabalho querendo vender seu Palio Weekend para antecipar a compra da passagem para Tóquio. Sorte dele que não precisaria financiar pela CVC. Agora, faltando duas rodadas para o término da primeira fase da Libertadores, estão comprando calculadoras e pedindo que o Barcos e o Bertoglio façam contato com o Papa Francisco, que também é argentino, para interceder pelo clube, afinal, eles têm alma castelhana. Aliás, diz que o atacante Bertoglio é sobrinho do novo pontífice, Jorge Mario Bergoglio (apenas trocaram o “g” pelo “t” na hora de registrar o jogador).

Enquanto isso, o Inter, de sangue doce, já garantido na final do Gauchão, tem tempo para entrosar a equipe e, quem sabe, com humildade, tentar voltar a Libertadores em 2014. A goleada elástica sobre o São Luiz, em pleno Estádio 19 de Outubro, não foi suficiente para dizermos que o Inter está pronto, mas deixa o torcedor entusiasmado. O espírito aguerrido do Dunga já foi assimilado. O condicionamento físico sob o comando do Paulo Paixão também começa a aparecer (E o teste foi ótimo no embarrado gramado de Ijuí, domingo.) Se o Dunga não voltar a ter piripaques contra as arbitragens, acho que dá para ir longe. E se eles forem despachados da competição continental no início de abril, o “Ruralito” terá um gostinho ainda melhor.

terça-feira, 5 de março de 2013

Precisamos de Dunga e não Zangado


Escrevi este comentário antes do jogo Grêmio x Caracas e, portanto, não tenho nada a dizer sobre a situação deles na competição continental. Aliás, torço para que avancem na Libertadores e nos deixe tentar vencer o Gauchão, coisa que eles, há muito tempo, não conseguem. ... nem o Gauchão, nem nada.
Sem o tradicional rival, mesmo respeitando o São Luiz, é de se esperar que domingo o técnico Dunga ergua seu primeiro troféu como treinador de clube de futebol. Tem gente que não considera a Taça Piratini, mas é mais uma taça que vai para o armário.

Pela qualidade, estrutura e tradição das duas equipes que disputam a final deste primeiro turno do Gauchão, obviamente que o Inter é favorito. Mesmo jogando na casa do adversário, o time do Dunga tem potencial para vencer, embora todos saibam que vai ser um jogo “encardido”. O que mais me preocupa é justamente o técnico Dunga. Ele tem dado uma boa resposta no comando do Inter, o time está se ajustando, mas o comportamento do Dunga, que resultou na sua expulsão no jogo do último domingo, me deixa apreensivo. Se alguém tinha bons motivos para reclamar naquele jogo era o Luis Carlos Winck, técnico do Esportivo, que não teve um tiro livre marcado em cima da linha da pequena área colorada. O Inter vencia por 2 a 0 quando o Dunga teve aquela “crise” e protagonizou aquele fiasco. Imagine o que pode acontecer se o São Luiz largar na frente, com um gol duvidoso? O técnico colorado, na sua terra natal, terá tranquilidade para levar seu time a uma reação? Comportamento como aquele de domingo, com resultado adverso, pode ser fatal.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Paixão Colorada - Barcos, não: Transatlântico


Domingo passado, o Inter, contra o Cruzeiro, mostrou que está longe do ideal e, o que é pior, continua projetando mal as suas metas. Ao ceder o empate já nos acréscimos, o time do Dunga (que segue poupando titulares) antecipou o confronto com o Grêmio na Taça Piratini. Assim, o adversário vem embalado e tem tudo para contribuir com os propósitos do Inter de realizar uma pré-temporada longa, longa (não sei para que). Perdendo o Gre-Nal, teremos mais de 15 dias para continuar preparando o time. Dá até para voltar para Gramado e fazer uns dois amistosos contra times da várzea, pois é melhor que expor os atletas em jogos oficiais. Ah, temos que ter cuidado, pois terminou o veraneio e os boleiros da várzea começam a se preparar para as competições locais.

Enquanto isso, no Rio de Janeiro, parece que o Abelão está querendo voltar para o Colorado. Ele ainda não conhece o Grêmio e achou que enfrentaria o timezinho dos “Amigos do Luxa” (É, quem perdeu para o Huachipato não foi o Imortal, pois ninguém me convence que um técnico de futebol possa deixar um volante como o Fernando fora do time, mesmo que fosse contra o Flamengo de Gramado.). Assim, o Koff, que sabe tudo de futebol e mais um pouco, vai vendo a transformação do Barcos em Transatlântico e, com razão, já sonha em voltar a Tóquio.

Minha esperança e expectativa é que aquela garra e aquela disposição vista na quarta-feira, contra o Fluminense, ainda seja efeito Paixão (Paulo) e quando chegar o frio rigoroso do nosso inverno, o Elano canse e o Zé Roberto, como eu, sinta os sintomas do reumatismo e caia de produção.

sábado, 9 de fevereiro de 2013

A era Dunga ou pós-Guiñazu?


Com quatro minutos de jogo, sábado, o Inter perdeu o meia Dátolo que deixou o campo com lesão muscular. Aí eu pergunto, mais uma vez, por que poupar jogadores e prolongar a pré-temporada, se temos apenas o Gauchão neste momento? Mas não é sobre isso que quero falar hoje.


A equipe titular do Inter já havia jogado bem o Gre-Nal e esteve muito bem na vitória por 3 a 0 sobre o Pelotas, sábado, no Estádio do Vale. Muita gente já fala que isso é só o começo da era Dunga. Obviamente, tem muito do Dunga nesse time que está se desenhando, mas eu não posso deixar de chamar atenção para uma mudança fundamental que ocorre no Inter neste início de temporada que, até onde eu sei, não tem nada a ver com a chegada do Dunga. Refiro-me à saída do Guiñazu (surpreendente saída), ídolo incontestável de todos os colorados pela sua garra e dedicação. Eu já havia advertido mais de uma vez que o Guiña precisava ser contido em seu ímpeto, precisava guardar posição, caso contrário não servia mais para o Inter. Parece que ninguém com poder de decisão se dava conta disso e entrava técnico, saia técnico, e lá estava o gringo correndo por todo o campo, com toques para os lados, sem objetividade. Um peladeiro de marca maior. Não sei se o Dunga teria coragem de mexer com essa postura do Guiña, mas quis a sorte que o argentino resolvesse deixar o clube e já começamos a sentir os efeitos de sua saída.

Fico feliz em ver que o técnico Dunga fez uma boa leitura do grupo de jogadores que tem a sua disposição e entendeu que não haveria necessidade de colocar mais um cabeça de área para substituir Guiñazu. Assim, o que se viu no Gre-Nal e também diante do Pelotas (mesmo com a entrada do Josimar, logo no início do jogo no lugar do Dátolo), foi um time com um volante de ofício e dois meias, com boa chegada na frente, auxiliando na marcação. Esse é o caminho.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Rebaixamento, nem pensar


Sempre que posso, tento orientar os amigos e procuro me informar sobre os questionamentos que me fazem. Como até esta quarta-feira tínhamos dois clubes da Grande Porto Alegre “patinando” na tabela de classificação do Gauchão, resolvi conferir o regulamento da competição. Acho que ainda é cedo para falar em fantasma do rebaixamento, mas que ele existe, existe. E para quem começa a se preocupar com isso, veja o que diz o regulamento: “Ao contrário de 2012, quando apenas duas equipes caíram, os três piores times na classificação geral serão rebaixados.”

Caso o comentário acima não fosse meu, certamente eu diria: “Que bobagem falar de rebaixamento, se até agora cada equipe jogou apenas quatro jogos.” Mas... tem clube da Grande Porto Alegre (gostei desta expressão) que entende de rebaixamento, até DVD já fizeram da Segundona. Vai que eles se dão bem no torneio continental e esquecem desse detalhe!? Sempre é bom estar atento ao que está acontecendo.

Falar ou não falar do Gre-Nal, eis a questão.  Pensando na discrepância do clássico do último domingo, quando o Inter jogou com o que tinha de melhor e o Grêmio com a baba, lembrei-me do saudoso reverendo Onofre, meu pároco em Canudos na década de 1990. Uma pessoa de um coração enorme, que tinha respeito por todas as criaturas e era amado por todos que o conheciam. Ele tinha mais uma virtude: era colorado da gema. E sem nunca magoar ninguém, sempre dizia que se o Grêmio jogasse contra um time de cachorros, ele estaria lá na arquibancada latindo. Assim, eu que aprendi muitas coisas boas com o Onofre, me sinto no direito de estar alegre pelo “passeio” que fizemos em Erechim. Foi um bom teste para o time do Dunga.