É do conhecimento de todos que acompanham minimamente o dia
a dia da diocese, que o episcopado de D. Orlando foi muito prejudicado por problemas
que vinham se arrastando há anos. Nosso bispo, que se aposenta no próximo ano, precisou
se preocupar muito mais com questões judiciais para evitar prejuízos ainda
maiores para a diocese, do que em acompanhar o trabalho de seu clero.
Felizmente, esses problemas foram contornados com habilidade. Agora, é chegado
o momento iniciar uma nova fase na vida da diocese, mas parece que o clero não
conseguiu interpretar a vontade de Deus manifesta no voto dos leigos. O clero
precisa rever sua decisão, praticar a tolerância, aparar as arestas e levar uma
proposta para a próxima reunião conciliar que recoloque a diocese no caminho da
unidade e do crescimento.
domingo, 16 de setembro de 2012
É preciso interpretar a vontade de Deus
Preocupação. Esse era o sentimento dos leigos no final da
tarde de sábado (15), no encerramento do Concílio Extraordinário da Diocese Meridional
da IEAB. Infelizmente, o clero deu mostras de que não leva em conta o
sentimento do povo que ele pastoreia e perdeu oportunidade de iniciar ali um
novo momento na nossa diocese. Não precisamos de unanimidade, mas, como disse
Dom Orlando Santos de Oliveira no sermão da celebração de abertura do encontro,
precisamos nos suportar (no sentido de apoiar) uns aos outros. Se o povo da
igreja, representado pelos delegados leigos, fez sua escolha, por que o clero não
deu um voto de confiança e abraçou essa nova proposta?
sábado, 15 de setembro de 2012
Clero irredutível adia eleição de novo bispo na Diocese Meridional da IEAB
Ficou para o próximo dia 20 de outubro a escolha do novo
bispo ou bispa da Diocese Meridional da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil –
IEAB. A reunião extraordinária do Concílio Diocesano, realizada neste sábado,
na Paróquia da Ascensão, em Porto Alegre, não conseguiu escolher o(a) sucessor(a) de D. Orlando Santos de Oliveira.
O encontro iniciou às 9 horas da manhã, com Celebração Eucarística.
Logo a seguir deu-se início o processo de votação. Os candidatos eram a Revda.
Marinez Rosa dos Santos Bassotto e os Revdos. Humberto Eugenio Maiztegui
Gonçalves e Paulo Roberto da Costa Duarte e estavam aptos a votar 23 clérigos e
48 delegados leigos. O vencedor seria aquele que atingisse a metade dos votos
mais um, nos dois colegiados, entre o clero no mínimo 13 e entre e leigos 25.
A irredutibilidade do clero fez com que, após quatro votações
não houvesse um vencedor. Entre os delegados leigos, já na segunda votação a
preferência recaia sobre o reverendo Humberto Maiztegui Gonçalves que na última
apuração chegou a 30 votos. Entre o clero, na primeira votação a Revda. Marinez
fez 11 votos contra seis do Revdo. Humberto e seis do Revdo. Paulo. Nas duas
últimas votações, Marinez se manteve com 11 e enquanto dos votos de Paulo
migraram para Humberto que subiu para 12. Depois da quarta votação, os
trabalhos foram suspensos e os reverendos se reuniram entre eles para tentarem
um acordo. Ninguém cedeu e o bispo encerrou os trabalhos admitindo que será
necessário muito esforço para que surja uma nova proposta até a próxima reunião.
Os mesmos delegados, clericais e leigos, deverão participar da votação do dia
20 de outubro.
sexta-feira, 14 de setembro de 2012
Descontentamento com nova lei marca o Dia do Caminhoneiro
O simples fato de ter três datas para comemorar o seu dia não seria um grande problema para os caminhoneiros. Nesse momento, eles têm coisas mais importantes para se preocuparem do que discutir qual a data correta para referenciar a profissão. O que incomoda a categoria, além das más condições de trafegabilidade da maioria das estradas do País, são as novas normas estabelecidas pela Lei do Descanso. A nova lei entrou em vigor na semana passada, mas já está suspensa por que não há como aplica-la no momento. Alheio às dificuldades e descontentamentos da categoria, o calendário estabelece, desde 2009, graças a um decreto do então vice-presidente da República, José Alencar, 16 de setembro passou a ser o Dia do Caminhoneiro. Eles que já comemoravam o dia de São Cristóvão (25 de julho), seguindo a tradição da Igreja Católica, e 30 de dezembro, que foi instituído em 1986 no estado de São Paulo.
Mais importante que a fixação de 16 de setembro como Dia Nacional do Caminhoneiro, é reconhecer a importância da categoria para o sustento e movimento do País. Assim como não há como imaginar vivermos sem energia elétrica, sem a informática ou sem abastecimento de água, temos de admitir que a profissão de caminhoneiro também é fundamental nos dias atuais. Importante seria respeitar o 30 de dezembro, lembrado que ele foi instituído no estado que mais produz no Brasil; rezar pela segurança desses profissionais no dia do santo protetor dos viajantes; e refletir sobre seus direitos e obrigações no 16 de setembro, seu dia oficial. A Lei do Descanso, segundo o Governo Federal, visa reduzir os riscos de acidentes de trânsito. Os caminhoneiros por sua vez advertem que o problema maior são as más condições das estradas. Ao suspender a aplicação da lei e anunciar que em seis meses, deverá ser publicada uma lista das estradas que devem atender aos seus critérios, o governo demonstra não conhecer a real situação e necessidade dos profissionais da estrada.
quarta-feira, 12 de setembro de 2012
Ah! Eu sou gaúcho!
A expressão “Ah! Eu sou gaúcho!” é ouvida com
muita frequência nos mais diversos locais, mas, afinal, o que é ser gaúcho? O site
da Secretaria de Estado da Cultura (Sedac) diz que “gaúcho é o nome dado aos
nascidos no Rio Grande do Sul, ao tipo característico da campanha, ao homem que
vive no campo, na região dos pampas”. Diz, também, que “até a metade do século
XIX, o termo gaúcho era usado de forma pejorativa, dirigido aos aventureiros,
ladrões de gado e malfeitores que viviam nos campos”.
Nos dias atuais, ser gaúcho é muito mais que ser nascido no
Rio Grande, é um estado de espírito, é um jeito próprio de viver. Hoje são tão
poucos os que vivem no campo cuidando do gado. Igualmente poucos os que têm habilidades
de cavaleiro, manejador do laço e da boleadeira. Os costumes mudaram. As lides
do campo, para a maioria, ficaram para trás, mas, mesmo na vida urbana, o amor
por essa pátria “sem fronteiras ou aramados” se mantém e até se esparrama por
outras querências. E a Semana Farroupilha será festejada não só aqui no Estado,
mas em CTGs, piquetes e nos corações de gaúchos de nascimento e gaúchos por
adoção, em querências nos mais distantes rincões do planeta.
Querer explicar o que é ser gaúcho é tão difícil quanto
tentar convencer alguém que não conhece nossos costumes, que não dá para viver
sem o chimarrão. Cantamos a saudade de uma vida no campo, como viveram nossos
antepassados, sem nunca termos enfrentado os rigores do inverno chicoteado pelo
vento minuano. Tem coisas que não se explicam, se sente no pulsar do coração.
Por isso é que, pilchados ou não, a pé ou a cavalo, nos CTGs, piquetes ou em
suas residências, sentimos, todos, orgulho por nossa tradição.
Se no passado defendemos nossas fronteiras e, como na Guerra
dos Farrapos, gritamos contra os desmandos do poder central do Brasil, o que se
espera do gaúcho hoje é que ele continue sendo sinônimo de homem e mulher dignos
e que “sirvam nossas façanhas de modelo a toda terra”.
Vamos cuidar do nosso planeta
ela sujará a roupa. Mas é assim que começará a perceber a interdependência que temos com a natureza. É da terra que nos vem o sustento e somente conhecendo-a e amando-a é que saberemos cuidar dela. Nossa expectativa é que nesta 5ª edição do suplemento “Vamos cuidar do nosso planeta”, que circulará nos próximos dias, continuemos motivando novas iniciativas.
domingo, 9 de setembro de 2012
Paixão colorada
Antes de entrar no tema central deste comentário, devo
admitir, como me corrigiu um amigo gremista, que deixei gente importante fora
da lista de grandes nomes do Inter (veja comentário anterior). Aí vão dois
nomes que colorados e gremistas jamais esquecerão: Adriano Gabiru, autor do gol
do título mundial, e “Uh Fabiano”, aquele do Gre-Nal do Brasileirão de 1997, que
em pleno Estádio Olímpico, vencemos por 5 a 2, com dois gols seus.
Vamos ao que interessa. Depois da vitória colorada sobre o
Flamengo, no Beira-Rio, e da “garfeada” diante do São Paulo, no Morumbi, eu
pensava aguardar o resultado do jogo deste domingo, contra o Fluminense, para
escrever este novo comentário, mas foram tantos os fatos novos de lá para cá,
que achei melhor não esperar o apito final no Beira-Rio.
Os equívocos da arbitragem ocorridos na última quarta-feira,
no Estádio Morumbi, foram lamentáveis. Era sabido que o confronto com o São
Paulo seria muito complicado, não apenas pelos desfalques colorados, mas também
pela falta de convicção e de um sistema de jogo do nosso técnico. Tínhamos a
esperança de que D’Alessandro, de tão boa atuação contra o Flamengo, repetisse
o feito na capital paulista. Pois o Inter começou bem o jogo contra o São Paulo
e todos, principalmente os jogadores colorados, fomos surpreendidos com aquele
golaço do Dagoberto. Depois disso, além da desatenção dos comandados do
Fernandão naquela falta que resultou no gol de empate, vieram os erros de
arbitragem. Não creio que os equívocos do juiz tenham ocorrido por má fé, mas
eles foram determinantes para o resultado do jogo. E minha tese de que o juiz
era fraco se confirmou lá os acréscimos, quando o Fabrício foi derrubado, ou
simulou uma falta dentro da área do São Paulo, e o árbitro deixou a jogada
seguir. Ele teria de ter advertido o lateral colorado com cartão amarelo ou
marcado pênalti, pois muito antes, quando o D’Ale caiu na entrada da área
adversária, foi púnido com o segundo cartão amarelo.
Os erros de arbitragem são apenas um dos tantos problemas
que o Inter vem enfrentando. Para quem esperava uma reação neste returno, temos
que lembrar que em quatro rodadas neste segundo turno, o Inter conseguiu apenas
quatro pontos.
domingo, 2 de setembro de 2012
Diocese Meridional da IEAB elege novo bispo no dia 15
Anglicanos e anglicanas e demais amigos e amigas cristãos, peço suas orações pelo Concílio Extraordinário da Diocese Meridional da nossa amada Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, que acontecerá no dia 15 de setembro. Nesse dia, às 9 horas, na Paróquia da Ascensão, em Porto Alegre, delegados clericais e leigos estarão elegendo um novo(a) bispo(a) que será sucessor de D. Orlando Santos de Oliveira.
Os candidatos são a Revda. Marinez Rosa dos Santos Bassotto e os Revdos. Humberto Eugenio Maiztegui Gonçalves e Paulo Roberto da Costa Duarte.
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